21 Nov

Guia Orientador de Boa Prática – Diálise Peritoneal

A elaboração do Guia Orientador de Boa Prática (GOBP) Diálise Peritoneal – Um Passo para a Autonomia da Pessoa, vem no seguimento da publicação em 2016 do Guia Orientador de Boa Prática Cuidados à Pessoa com Doença Renal Crónica Terminal em Hemodiálise. A complexidade da doença renal crónica e a necessidade de realização de terapêuticas substitutivas de órgãos vitais são um constante desafio para os enfermeiros. A Diálise Peritoneal (DP) é uma terapêutica domiciliária, na qual a pessoa aprende com o enfermeiro todas as fases importantes para a realizar de forma autónoma. O grupo de trabalho nomeado procurou enquadrar os aspectos mais relevantes na construção da autonomia da pessoa em DP, bem como, dar resposta a uma necessidade de congregar num só documento a informação necessária para as intervenções autónomas dos enfermeiros. Pretende-se que o guia seja um instrumento de qualidade para todos os enfermeiros, não só da área da nefrologia, para que conheçam a técnica de DP e baseiem a sua actuação profissional numa prática baseada na evidência científica e assente na qualidade. As recomendações descritas no documento, são as que consideramos essenciais para obter os melhores resultados na prestação de cuidados à pessoa em DP. O GOBP é composto por cinco capítulos, o primeiro caracteriza a complexidade da doença renal e o processo de vivência da doença crónica pela pessoa e família identificando os modelos teóricos de enfermagem que apoiam o enfermeiro no processo de tomada de decisão. O segundo capítulo enumera e descreve os recursos necessários para a realização da técnica de DP em contexto hospitalar e domiciliário. No terceiro capítulo são abordados os cuidados à pessoa em DP com foco para as intervenções autónomas de enfermagem baseadas em evidência científica. A educação e o ensino são evidenciados no quarto capítulo, no qual são enquadrados a educação da pessoa e família/cuidador em DP e as recomendações para a prática. As dotações seguras para a prática de cuidados são expressas no quinto capítulo. O sexto capítulo versa sobre a construção de indicadores sensíveis aos cuidados de enfermagem fundamentais para a avaliação da sua efetividade.
O primeiro passo está dado.

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